
Trabalhadores voltarão às atividades nesta sexta (4) e prefeitura informou que descontará dias parados. Sindicato informou que medida caracteriza ‘assédio moral’ contra servidores. Greve dos servidores em Limeira
Wesley Justino/EPTV
A greve dos servidores municipais de Limeira (SP) foi suspensa, nesta quinta-feira (3), após uma nova proposta apresentada pela prefeitura que estabeleceu reajuste nos salários, no vale-alimentação e outros benefícios, especialmente para os professores.
📲 Participe do canal do g1 Piracicaba no WhatsApp
Servidores públicos voltarão aos postos de trabalhos nesta sexta-feira (4) e os serviços serão normalizados. Ao longo de 11 dias de greve, escolas e farmácias foram as organizações mais afetadas em Limeira.
Proposta
A reunião de negociação ocorreu na manhã desta quinta-feira e contou com o prefeito Murilo Félix (Podemos) e representantes dos sindicatos SINDSEL, Apeoesp e do Sinde-guarda. A contraproposta da prefeitura incluiu:
Reajuste do bônus de assiduidade dos professores efetivos de R$ 150,00 para R$ 200,00;
Reajuste de 5,06% no vale-alimentação para servidores que recebem até três pisos, passando de R$ 640,00 para R$ 672,00;
Para os servidores que ganham acima de três pisos e atualmente não recebem o benefício, início do pagamento de R$ 200,00 de vale-alimentação;
Reajuste de 5,06% no salário dos servidores;
Para o quadro do magistério, reajuste de 3,44% retroativo a janeiro e 1,62% a partir de março, totalizando 5,06%.
Estado de greve
Segundo o sindicato da categoria, os trabalhadores mantêm o estado de greve porque ainda não chegaram à proposta que eles almejam. Mesmo assim, os servidores públicos voltarão às atividades amanhã.
Desconto
A prefeitura de Limeira informou, em comunicado à imprensa nesta quinta, que descontará dos servidores os dias que ficaram de greve. O Sindsel rebateu a afirmação.
“Os sindicatos reforçaram que a greve não foi motivada por retaliações e que os servidores não descumpriram a lei, já que o percentual de funcionamento foi respeitado conforme exigido por secretaria. Ainda assim, o prefeito adotou uma postura arbitrária, utilizando a ameaça de descontos e penalizações como forma de intimidar o movimento, o que caracteriza assédio moral contra os servidores”, escreve o Sindsel em nota à imprensa.
Veja mais notícias da região no g1 Piracicaba