Anúncio de tarifa mínima de 10% para produtos brasileiros gera críticas e movimenta o Legislativo; Senado já aprovou projeto que autoriza retaliações. O anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que passará a cobrar tarifa mínima de 10% sobre todos os produtos importados do Brasil repercutiu no Congresso Nacional nesta quarta-feira (2). Parlamentares criticaram a medida, alertaram para impactos ao setor produtivo e defenderam reação coordenada do governo brasileiro.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que a decisão representa um retrocesso nas relações comerciais internacionais.
“Notícias dão conta de um andar para trás na multilateralidade, na medida em que se começa a colocar barreiras comerciais, o que está gerando uma instabilidade no comércio exterior de todas as nações”, afirmou o senador.
Já o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores, propôs uma missão parlamentar aos Estados Unidos e pediu revisão da política comercial brasileira.
“Não podemos aceitar que o produtor brasileiro seja sempre o elo mais frágil dessa cadeia de conflito global. Vejo com bons olhos buscar outros mercados para que o nosso produtor não seja penalizado”, disse.
“É o momento de uma reação planejada, inteligente e não de ações intempestivas”, completou Trad, que também defendeu o envolvimento do Congresso na formulação de estratégias comerciais do país.
Tarifa mínima e sobretaxa a aço e alumínio
Em discurso, Trump classificou a medida como uma “declaração de independência econômica” e disse que a tarifa mínima será de 10% para todos os países, podendo variar de acordo com as barreiras que esses países impõem aos produtos americanos.
Para o Brasil, a nova alíquota será de 10% sobre todos os produtos, além das taxas já vigentes sobre aço e alumínio, que continuam em 25%. O novo pacote de tarifas entra em vigor nesta quinta-feira (3).
Congresso reage com projeto de retaliação
Na véspera do anúncio, o Senado Federal aprovou, em regime de urgência, um projeto que cria a chamada Lei da Reciprocidade. A proposta permite ao governo brasileiro retaliar países que imponham barreiras comerciais aos seus produtos, inclusive por meio da suspensão de concessões comerciais e de direitos de propriedade intelectual.
O texto teve apoio amplo no Congresso e no governo federal e é uma resposta direta às declarações de Trump, que citou explicitamente o Brasil como exemplo de país que será alvo de novas tarifas.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que a decisão representa um retrocesso nas relações comerciais internacionais.
“Notícias dão conta de um andar para trás na multilateralidade, na medida em que se começa a colocar barreiras comerciais, o que está gerando uma instabilidade no comércio exterior de todas as nações”, afirmou o senador.
Já o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores, propôs uma missão parlamentar aos Estados Unidos e pediu revisão da política comercial brasileira.
“Não podemos aceitar que o produtor brasileiro seja sempre o elo mais frágil dessa cadeia de conflito global. Vejo com bons olhos buscar outros mercados para que o nosso produtor não seja penalizado”, disse.
“É o momento de uma reação planejada, inteligente e não de ações intempestivas”, completou Trad, que também defendeu o envolvimento do Congresso na formulação de estratégias comerciais do país.
Tarifa mínima e sobretaxa a aço e alumínio
Em discurso, Trump classificou a medida como uma “declaração de independência econômica” e disse que a tarifa mínima será de 10% para todos os países, podendo variar de acordo com as barreiras que esses países impõem aos produtos americanos.
Para o Brasil, a nova alíquota será de 10% sobre todos os produtos, além das taxas já vigentes sobre aço e alumínio, que continuam em 25%. O novo pacote de tarifas entra em vigor nesta quinta-feira (3).
Congresso reage com projeto de retaliação
Na véspera do anúncio, o Senado Federal aprovou, em regime de urgência, um projeto que cria a chamada Lei da Reciprocidade. A proposta permite ao governo brasileiro retaliar países que imponham barreiras comerciais aos seus produtos, inclusive por meio da suspensão de concessões comerciais e de direitos de propriedade intelectual.
O texto teve apoio amplo no Congresso e no governo federal e é uma resposta direta às declarações de Trump, que citou explicitamente o Brasil como exemplo de país que será alvo de novas tarifas.