Câmara de Ribeirão Preto aprova projeto que proíbe contratação de artistas que façam apologia ao crime organizado e uso de drogas


Proposta do vereador André Rodini (Novo) também se estende a eventos abertos ao público infanto-juvenil. Sessão da Câmara de Vereadores de Ribeirão Preto, SP
Samuel Santos/CBN Ribeirão
A Câmara de Vereadores de Ribeirão Preto (SP) aprovou, por 18 votos a três, o projeto de lei que proíbe a contratação de shows e artistas que façam apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas.
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A proposta, que também se estende a eventos abertos ao público infanto-juvenil, foi apresentada pelo vereador André Rodini (Novo) na sessão ordinária desta quinta-feira (27).
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Na justificativa do projeto, Rodini disse ser a favor da livre expressão artística, desde que não evidencie a apologia ao crime.
“O que essa lei proíbe é que seja contratado com dinheiro público, nos editais da prefeitura municipal, esse tipo de ‘peça de obra de arte’. Porque, se a iniciativa privada quiser contratar, que o faça, mas que não faça com dinheiro público. É não permitir que o dinheiro público nosso patrocine este tipo de artista”.
Votaram contra Coletivo Judeti Zilli (PT), Duda Hidalgo (PT) e Perla Muller (PT). A proposta, agora, segue para sanção do prefeito Ricardo Silva (PSD).
Esse tipo de projeto ficou conhecido no Brasil como ‘Lei anti-Oruam’, em referência direta ao rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, filho de Marcinho VP.
Propostas semelhantes, que proíbem uso de dinheiro público na contratação de artistas que façam apologia ao crime, já foram aprovadas ou estão em tramitação em Campo Grande, Porto Velho, Cuiabá, Natal, Rio de Janeiro, São Paulo e Fortaleza.
Filho de Marcinho VP
Dono da música mais ouvida do Brasil no Spotify, ‘Oh Garota Eu Quero Você Só Pra Mim’, Oruam é filho de Marcinho VP, líder da facção criminosa Comando Vermelho, acusado pelo Ministério Público por associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Aos 22 anos, o rapper fez uma apresentação polêmica no Lollapalooza 2024, ao vestir uma camiseta que pedia liberdade ao pai.
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