Mogi Mirim desliga Secretário de Mobilidade Urbana após denúncia de trabalho análogo à escravidão


Servidor foi resgatado na quinta-feira (20) pelo MPT. Ele trabalhava sem acesso a água potável, banheiro e energia elétrica. Prédio era de responsabilidade da secretaria. Servidor resgatado pelo MPT trabalhava em prédio de responsabilidade da Secretaria de Mobilidade Urbana de Mogi Mirim (SP)
Reprodução EPTV
O secretário de Mobilidade Urbana de Mogi Mirim (SP), Allan Rodrigo Alves, foi desligado do cargo nesta segunda-feira (24). Ele era o responsável pelo prédio onde ficava um funcionário que foi resgatado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) depois de denúncia de trabalho análogo à escravidão.
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O caso
Um pintor letrista, servidor da prefeitura de Mogi Mirim, trabalhava em um prédio sem acesso a água potável, banheiro e energia elétrica, e exposto a animais peçonhentos.
Ele foi resgatado do local de trabalho nesta quinta-feira (20) por uma equipe do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O local foi interditado.
A denúncia ao MPT foi feita pelo sindicato dos servidores municipais de Mogi Mirim, e, segundo o procurador Gustavo Rizzo, a prefeitura tinha ciência da situação do servidor desde janeiro de 2025, quando o caso foi protocolado, e não tomou nenhuma providência.
‘Necessidade nas calças’
O procurador do MPT destacou que “o trabalhador era obrigado a fazer suas necessidades nas calças”. O pintor é servidor concursado da prefeitura de Mogi Mirim desde 1990, ou seja, há 35 anos. Ele passou a trabalhar sozinho no espaço insalubre em agosto de 2024.
Além das questões trabalhistas, a equipe do MPT verificou um problema de saúde pública no espaço onde o servidor foi resgatado, uma vez que o depósito de tintas abertas pode contribuir para a proliferação do mosquito transmissor da dengue.
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