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No Recife, cabines serão espalhadas por 19 locais estratégicos. Em Olinda, serão 350 banheiros no Sítio Histórico e em áreas movimentadas. Galo Gigante de 2025
Reprodução/TV Globo
O Galo Gigante, maior símbolo do carnaval do Recife, tem protagonizado uma verdadeira metamoforse ao longo dos 30 anos de reinado. Da Ponte Duarte Coelho que atravessa o Rio Capibaribe, a alegoria que este ano atinge a marca de 32 metros de altura, a maior da história, já foi barriguda, na sua primeira versão, de 1995, quando ainda era fixado numa plataforma sobre as águas.
De lá para cá, foram várias transformações que renderam dos foliões e turistas uma série de piadas e polêmicas ao longo dos anos (veja, mais abaixo, galeria com todas as edições do galo).
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Agora majestoso, marombado e pós-harmonização facial, o Galo Gigante também já foi magrinho, quase raquítico, como na versão de 2009, em que a cartola sobrava na cabeça do bicho.
Galo Gigante no carnaval do Recife de 2009
Acervo/TV Globo
É tradição. Todo ano, as redes sociais ficam cheias de críticas e elogios à vestimenta do gigante, que somente em 2021 e 2022, em plena pandemia, não deu as caras na Ponte Duarte Coelho.
Os projetos de 2017 e de 2018 foram os mais polêmicos. No primeiro, a escultura tinha o corpo grafitado e asas e rabo que, para quem via, pareciam feitos de papel crepom. A segunda, por sua vez, tinha cara de bravo e foi até comparado a uma lata de óleo.
Comentários sobre o Galo Gigante do carnaval do Recife
Reprodução/X
O símbolo mais amado — e também zoado — do carnaval do Recife já vestiu vários figurinos e usou diversos acessórios, como sombrinha de frevo, óculos escuros, máquina fotográfica e saxofone.
O Galo Gigante transitou pela paleta de cores. Já foi amarelo gema, avermelhado e prateado. Também vestiu as cores da bandeira do Brasil, no ano 2000, e um calção de jogador de futebol, em 2010. Mas é o colorido que tem dado a tônica da maioria das vestimentas.
Galos Gigantes de 2010 e de 2000 homenagearam Copa do Mundo
Reprodução/TV Globo
Encomendada pela prefeitura do Recife a vários artistas ao longo das três décadas, a alegoria homenageia o Clube das Máscaras O Galo da Madrugada, fundado em 1978 por um grupo de amigos estimulados por Eneás Freire, já falecido.
O bloco desfila pelo centro do Recife sempre no Sábado de Zé Pereira. A ideia de montar o Galo Gigante ganhou forma um ano depois da agremiação ser elita pelo Guiness Book, o “livro dos recordes”, como o maior bloco de carnaval do planeta.
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Antes, a operação de montar a estrutura sobre a ponte era realizada de madrugada, para reduzir o impacto na dinâmica e no trânsito da cidade.
Desde o ano passado, a prefeitura alterou o protocolo. E a “subida do Galo” passou a acontecer durante a noite, tornando-se uma atração que arregimenta multidão.
Na quarta-feira (26), uma orquestra de frevo esquentava o passo enquanto o povo se divertia e registrava tudo pelo celular. No Recife, carnaval só começa mesmo quando o Galo Gigante dá as caras.
O Galo muda, mas segue pé quente
Primeiro Galo Gigante do carnaval do Recife, erguido em 1995
Acervo/TV Globo
Em 1995, a estreia da montagem foi realizada numa estrutura sobre o rio, com a estrutura de 28 metros de altura feita de metal e com cabeça de papel machê.
No ano seguinte, o Galo Gigante ganhou de poleiro a ponte que liga os bairros de São José e Boa Vista, de onde nunca mais saiu. No início, além do Galo, esculturas gigantes do rei e da rainha do maracatu eram posicionadas no rio.
Galo Gigante do carnaval do Recife, montado em 1996
Acervo/TV Globo
A partir de 2004, as estruturas foram substituídas por um casal de passistas de frevo do mesmo tamanho agigantado.
O maior símbolo do carnaval do Recife já homenageou personalidades como o fundador do bloco, Enéas Freire, em 2009; Ariano Suassuna, em 2014; Maestro Spok, em 2015; e Chico Science, em 2016. Em 2020, o Galo Gigante foi “high-tech”, soltando luzes à noite.
Galo Gigante fica de pé na Ponte Duarte Coelho e abre alas para o maior carnaval do mundo
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