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g1 foi às ruas de Campinas (SP) para ouvir o que é permitido e o que é malvisto na hora de pular uma das festas mais tradicionais do país. Manual da boa folia: veja dicas para curtir o Carnaval sem passar dos limites
Você sabe o que é necessário para ser considerado um bom folião? Para quem marca presença nos bloquinhos, algumas das dicas mais importantes incluem manter o ambiente limpo, beber com responsabilidade e respeitar quem está ao redor.
🗣️ O g1 foi às ruas de Campinas (SP) para ouvir o que é permitido e o que é malvisto na hora de pular uma das festas mais tradicionais do país e, assim, criar um “manual de boas práticas” para quem não quer fazer feio na folia.
🎊 O compilado também inclui dicas de Hidalgo Romero, fundador do Bloco do Ribeirão e do Abre Alas, no distrito de Barão Geraldo; e Rebeca Cristina, coordenadora da campanha Carnaval Sem Assédio. Veja abaixo:
1. Não leve copos e garrafas de vidro
Levar recipientes de vidro para a folia pode causar acidentes. Além disso, em Campinas, a prefeitura proibiu o porte e venda de bebidas alcoólicas e não alcoólicas em recipientes de vidro no Carnaval de 2025.
“Se você for pego com garrafas e copos de vidro, esses recipientes vão ser retidos pela polícia. Então venha com latas e garrafas plásticas”, orienta Hidalgo Romero.
Hidalgo Romero tocando violão no Bloco do Ribeirão, em Campinas (SP)
Teresa Mondoni/Bloco do Ribeirão
2. Nada de beber e dirigir!
Dirigir sob efeito de álcool é considerado infração gravíssima. A multa aplicada por infração à Lei Seca é de R$ 2.934,70 e o condutor também é suspenso da carteira de habilitação por 12 meses.
Se decidir beber, pegue carona, use o transporte público ou acione um carro por aplicativo, por exemplo, para evitar acidentes.
3. Mantenha o ambiente limpo
Evite jogar lixo ou urinar na rua, mantendo o ambiente limpo. Nos blocos, há banheiros químicos disponíveis para uso.
4. Cuidado com objetos pessoais
“Muito cuidado com seus pertences, celulares e bolsas. Infelizmente tem tido muitos furtos. Não pode absolutamente andar sozinho, sobretudo nas ruas paralelas aos desfiles”, afirma Romero.
Além de andar sempre acompanhado, a orientação do carnavalesco é nunca reagir a roubos. Se sofrer um furto ou assalto, procure a Guarda Municipal ou a Polícia Militar.
Foliões curtem o pré-Carnaval em Campinas
Firmino Piton
5. Respeite o espaço de outros foliões
Tome cuidado para não pisar, empurrar ou derrubar bebidas em outros foliões. O respeito às pessoas que estão ao redor é essencial para uma folia marcada pela diversão.
O organizador do Bloco do Ribeirão também destaca que a área onde os blocos acontecem é onde outras pessoas vivem, trabalham e estudam; por isso, é importante sempre respeitar os limites.
“Não é um território livre, onde você faz o que você quiser. Tem que lembrar que tem que ter respeito pelas pessoas que vivem aqui”, diz.
6. Atenção à música alta!
Romero ressalta que “não haverá nenhum tipo de tolerância, mesmo sendo Carnaval, para as pessoas que quiserem colocar som alto depois dos blocos”.
“Acabou o desfile do grupo, toma uma cervejinha, conversa um pouquinho mais com seus amigos e vai embora. As pessoas vêm pra ver os blocos, acabaram os blocos, vai pra casa descansar, no dia seguinte tem mais”, orienta o carnavalesco.
‘Não é Não’: tatuagens temporárias mandam recado contra assédio no Carnaval
Qu4rto Studio/Divulgação
7. Não é não
Também não haverá tolerância – no Carnaval ou em qualquer época do ano – para casos de assédio. Insistir por um beijo, agarrar e segurar alguém no bloquinho são algumas das atitudes que configuram desrespeito.
“Nesse Carnaval, uma das marcas é o Carnaval Sem Assédio. Então vamos respeitar as minas, o corpo delas, as regras são delas, sem gracinha”, pontua o fundador do Abre Alas.
Neste ano, Campinas conta com tendas de acolhimento durante o Carnaval para oferecer suporte a foliões em situação de risco e combater o assédio.
As tendas estarão posicionadas em locais estratégicos e contarão com voluntários capacitados para orientar o público, distribuir materiais informativos e acolher vítimas de assédio ou outras formas de violência.
“A gente pensa nessas tendas justamente por conta do aumento de números de casos de violência sexual que nós temos durante o Carnaval. No ano passado, por exemplo, nós tivemos um aumento em 38% dos casos de violência sexual durante esses dias de Carnaval”, explica Rebeca Cristina, coordenadora do Carnaval Sem Assédio.
Ainda de acordo com Cristina, há outro recado importante por trás das tendas. “Nós pautamos essas tendas de acolhimento com uma forma de mostrar também que é possível fazer acolhimento de mulheres que passam por situações de violência, principalmente sabendo que quando não é Carnaval, essas violências elas são mais veladas”.
“Se é possível fazer esse acolhimento numa festa grande, na rua, com tanta gente passando, com tanta gente sofrendo essa violência, com tantas situações acontecendo, é possível sim que as mulheres tenham atendimento parecido ou melhor quando passam por violências em outras situações ou em outros ambientes”, afirma.
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