Bolsonaro na prisão? Entenda pedido encaminhado por Moraes à PGR para ‘garantir a ordem’

A vereadora Liana Cristina (PT), de Recife, protocolou um pedido de prisão preventiva contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusando-o de obstrução da Justiça. O pedido alega que Bolsonaro teria convocado apoiadores para manifestações em favor da anistia de condenados e investigados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

Bolsonaro caminhando em frente à delegacia

Pedido de vereadora pode colocar ex-presidente Bolsonaro na prisão preventiva – Foto: Sergio Lima/AFP

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes, encaminhou o pedido à PGR (Procuradoria-Geral da República), que terá cinco dias para se manifestar sobre a necessidade de colocar Bolsonaro na prisão. Segundo Moraes, a medida visa “garantir a ordem pública e a instrução processual”.

A denúncia afirma que as convocações feitas por Bolsonaro nas redes sociais podem configurar obstrução da Justiça, incitação a crimes contra as instituições democráticas e coação no curso do processo. Além da prisão, o documento solicita que Bolsonaro seja proibido de incentivar novas manifestações.

Alexandre de Moraes encaminhou pedido que pode colocar Bolsonaro na prisão

Alexandre de Moraes encaminhou pedido para a Procuradoria-Geral da República – Foto: Rosinei Coutinho/STF/ND

A notícia-crime foi protocolada no STF pela vereadora e pelo advogado Victor Fialho Pedrosa, com um pedido de medidas cautelares para colocar Bolsonaro na prisão.

Processo em andamento pode colocar Bolsonaro na prisão

Em 26 de março, Bolsonaro e outros sete acusados se tornaram réus no STF por suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A decisão foi unânime entre os ministros da Primeira Turma do Supremo.

Jair Bolsonaro com cara de tensão

Jair Bolsonaro durante julgamento do STF sobre atos de tentativa de golpe – Foto: STF/ND

Segundo Moraes, a denúncia mostra que Bolsonaro fazia parte de uma “organização criminosa estável e coordenada”, que agiu estrategicamente para contestar o resultado eleitoral.

Agora, o caso entra na fase de instrução processual, onde serão analisadas provas, depoimentos e interrogatórios para determinar a participação de cada acusado. Dependendo do andamento das investigações, novas medidas cautelares, incluindo a prisão, podem ser solicitadas.

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