O chefe dos jesuítas na Colômbia, Hermann Rodríguez, reconheceu nesta quarta-feira (23) que um sacerdote da comunidade abusou sexualmente de pelo menos oito menores nos anos 1970 e que um de seus antecessores conhecia o caso, mas não o denunciou à Justiça.
Durante um fórum sobre pedofilia organizado pelos jesuítas na sexta-feira (18) em Bogotá, Luis Fernando Llano garantiu que ele e suas sete irmãs foram abusados sexualmente em 1976 pelo sacerdote Darío Chavarriaga.
“Efetivamente, o padre Chavarriaga havia cometido os abusos dos quais ele foi acusado”, disse Rodríguez, padre provincial da Companhia de Jesus na Colômbia, nesta quarta-feira à W Radio.
Llano já tinha denunciado o caso em 2014 ao então chefe da comunidade na Colômbia, Francisco de Roux, uma figura muito conhecida no país por suas gestões pela paz. Alguns anos depois, fez o mesmo diante do sacerdote alemão Hans Zollner, professor na Universidade Gregoriana de Roma e próximo do papa Francisco.
“Passaram quase 50 anos desde os acontecimentos, 10 anos quase desde a denúncia ao padre De Roux e sete anos desde que me encontrei com o padre Zollner e lhe disse que comentasse ao papa Francisco. E nada aconteceu”, reclamou um irritado Llano durante o fórum, ao qual compareceu Zollner, e que ficou registrado em vários vídeos.
Segundo o padre Hermann Rodríguez, De Roux “castigou” o abusador destituindo-o de seu cargo na Universidade Javeriana de Bogotá e o transferindo para “uma casa de onde não podia sair”.
“Mas nenhuma ação foi tomada no sentido de levar o padre Darío Chavarriaga à Justiça”, reconheceu o chefe dos Jesuítas na Colômbia.
Os abusos ocorreram quando Llano tinha 14 anos e estudava no prestigiado Colégio São Bartolomeu de Bogotá, no qual Chavarriaga era o segundo na linha de comando.
O sacerdote concedeu uma bolsa a Llano por seu bom rendimento acadêmico e ganhou a confiança de sua mãe, que o convidava para comparecer à casa da família durante as tardes.
“Elos nos fazia sentar em seu colo […] havia toque, havia abuso, nos tocava as partes íntimas”, lembrou em entrevista à W Radio Ana Rosa Llano, irmã de Luis Fernando e que tinha nove anos no momento dos fatos.
De Roux, que presidiu entre 2018 e 2022 a Comissão da Verdade, que busca esclarecer os piores crimes do conflito colombiano, admitiu ter recebido a denúncia em 2014.
“Agi com o respeito que sempre tive pelas vítimas e tomei, com todo o rigor, as medidas canônicas que naquele momento estavam a meu alcance”, escreveu, em mensagem enviada à W Radio.
Zollner, um dos principais especialistas na luta contra a pedofilia dentro da Igreja Católica, renunciou em 2023 à comissão do Vaticano contra os abusos a menores alegando “falta de clareza” em seu funcionamento.
Ao menos seis sacerdotes cumpriram penas de prisão por estupro de menores no país.
Durante um fórum sobre pedofilia organizado pelos jesuítas na sexta-feira (18) em Bogotá, Luis Fernando Llano garantiu que ele e suas sete irmãs foram abusados sexualmente em 1976 pelo sacerdote Darío Chavarriaga.
“Efetivamente, o padre Chavarriaga havia cometido os abusos dos quais ele foi acusado”, disse Rodríguez, padre provincial da Companhia de Jesus na Colômbia, nesta quarta-feira à W Radio.
Llano já tinha denunciado o caso em 2014 ao então chefe da comunidade na Colômbia, Francisco de Roux, uma figura muito conhecida no país por suas gestões pela paz. Alguns anos depois, fez o mesmo diante do sacerdote alemão Hans Zollner, professor na Universidade Gregoriana de Roma e próximo do papa Francisco.
“Passaram quase 50 anos desde os acontecimentos, 10 anos quase desde a denúncia ao padre De Roux e sete anos desde que me encontrei com o padre Zollner e lhe disse que comentasse ao papa Francisco. E nada aconteceu”, reclamou um irritado Llano durante o fórum, ao qual compareceu Zollner, e que ficou registrado em vários vídeos.
Segundo o padre Hermann Rodríguez, De Roux “castigou” o abusador destituindo-o de seu cargo na Universidade Javeriana de Bogotá e o transferindo para “uma casa de onde não podia sair”.
“Mas nenhuma ação foi tomada no sentido de levar o padre Darío Chavarriaga à Justiça”, reconheceu o chefe dos Jesuítas na Colômbia.
Os abusos ocorreram quando Llano tinha 14 anos e estudava no prestigiado Colégio São Bartolomeu de Bogotá, no qual Chavarriaga era o segundo na linha de comando.
O sacerdote concedeu uma bolsa a Llano por seu bom rendimento acadêmico e ganhou a confiança de sua mãe, que o convidava para comparecer à casa da família durante as tardes.
“Elos nos fazia sentar em seu colo […] havia toque, havia abuso, nos tocava as partes íntimas”, lembrou em entrevista à W Radio Ana Rosa Llano, irmã de Luis Fernando e que tinha nove anos no momento dos fatos.
De Roux, que presidiu entre 2018 e 2022 a Comissão da Verdade, que busca esclarecer os piores crimes do conflito colombiano, admitiu ter recebido a denúncia em 2014.
“Agi com o respeito que sempre tive pelas vítimas e tomei, com todo o rigor, as medidas canônicas que naquele momento estavam a meu alcance”, escreveu, em mensagem enviada à W Radio.
Zollner, um dos principais especialistas na luta contra a pedofilia dentro da Igreja Católica, renunciou em 2023 à comissão do Vaticano contra os abusos a menores alegando “falta de clareza” em seu funcionamento.
Ao menos seis sacerdotes cumpriram penas de prisão por estupro de menores no país.