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Marcelo Eberle Motta, coordenador do movimento ‘Direita Vive’, foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (27). Além de ter que cumprir a pena em regime fechado, ele vai pagar R$ 30 milhões de multa por danos morais coletivos. O g1 não conseguiu contato com a defesa dele. Marcelo Eberle Motta
Reprodução/Redes Sociais
Deu entrada no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp), na tarde desta quinta-feira (27), o juiz-forano Marcelo Eberle Motta, coordenador do movimento ‘Direita Vive’, em Juiz de Fora, que participou dos atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
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O mandado de prisão foi cumprido pela Polícia Federal nesta quinta-feira (27). Segundo a Sejusp, Marcelo deverá passar por audiência de custódia na tarde desta sexta-feira (28).
A prisão deve-se à condenação de 17 anos de prisão, em regime fechado, pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, deterioração do Patrimônio tombado e associação criminosa armada. A decisão foi proferida em sessão virtual da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 17 de fevereiro.
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Ainda conforme a sentença, Marcelo Motta também terá que pagar R$ 30 milhões de multa por dados morais coletivos, a serem pagos com os demais condenados.
O g1 fez contato com a defesa do juiz-forano e não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.
Quem é Marcelo Motta
Marcelo é morador de Juiz de Fora, coordenador do movimento “Direita vive!” e conhecido por insultar jornalistas no Centro da cidade.
Ele foi preso na 3ª fase da Operação ‘Lesa Pátria’, em janeiro de 2023, levado à Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires, juntamente com Eduardo Antunes Barcelos, advogado de Cataguases, que também era suspeito de participação nos atos antidemocráticos.
No dia 17 deste mês, Eduardo Antunes Barcelos também foi condenado aos mesmos 17 anos de prisão em regime fechado e pagamento de multa de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.
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